A Incontinência Urinária é a perda involuntária de urina, variando desde pequenos escapes ao tossir ou espirrar até a súbita e incontrolável vontade de urinar que não permite chegar ao banheiro a tempo. A avaliação urológica é estritamente indicada para classificar o tipo de perda (Esforço, Urgência ou Mista) e definir o tratamento, que pode envolver fisioterapia do assoalho pélvico, medicações para relaxar a bexiga ou procedimentos minimamente invasivos, como a cirurgia de Sling e a aplicação de toxina botulínica.

Existe um silêncio muito doloroso em torno deste problema. Na prática clínica da CNCB, sob a avaliação criteriosa do Dr. Marco Antonio Passos, ouvimos diariamente relatos de pacientes que abandonaram a academia, deixaram de brincar com os netos e evitam reuniões sociais pelo medo constante de vazar urina e do odor. Como alertamos em nosso guia geral de Urologia, o maior mito que precisamos destruir é o de que perder urina “é normal depois de certa idade” ou “é normal porque tive muitos filhos”. Isso não é verdade. A perda de urina é uma disfunção anatômica ou neurológica e, para quase 100% dos casos, existe melhora significativa ou cura.

Como a bexiga funciona? (A Anatomia do Controle)

A bexiga humana funciona como um balão de armazenamento. Ela é formada por um músculo chamado Detrusor. Para que você não faça xixi nas calças, existe uma torneira na saída desse balão, formada pelo esfíncter urinário e pelos músculos do Assoalho Pélvico (uma “rede” de músculos que sustenta os órgãos da bacia).

O funcionamento normal exige duas coisas: enquanto a bexiga enche, o músculo dela deve ficar relaxado e a torneira (esfíncter) fechada e forte. Na hora de urinar, o cérebro inverte o comando: a bexiga contrai e a torneira abre. A incontinência acontece quando há uma falha de comunicação ou de força nesse sistema.


Não é tudo igual: Os 3 Tipos de Incontinência

O tratamento de um tipo pode piorar o outro. Por isso, saber exatamente qual é o seu padrão de perda de urina é o primeiro passo para o diagnóstico correto.

1. Incontinência Urinária de Esforço (IUE)

É a falha mecânica da “torneira”. Acontece quando a pressão dentro do abdômen aumenta repentinamente e os músculos do assoalho pélvico estão fracos, não conseguindo segurar a urina.

  • Quando acontece: Ao tossir, espirrar, dar risada, pular corda, levantar peso no crossfit ou correr.
  • Principais Causas: Múltiplos partos normais que estiraram a musculatura, obesidade (muito peso sobre a bexiga), cirurgias pélvias prévias e a queda de estrogênio na menopausa, que atrofia os tecidos da uretra.

2. Incontinência de Urgência (Bexiga Hiperativa)

É a falha de comando do “balão”. O músculo da bexiga (Detrusor) fica hiperativo e contrai sozinho, mesmo quando a bexiga está quase vazia, expulsando a urina contra a vontade da pessoa.

  • Quando acontece: É a famosa “Síndrome da Chave na Fechadura”. A pessoa está bem, chega na porta de casa e a vontade vem de forma tão explosiva que a urina escorre pela perna antes de abrir a porta do banheiro.
  • Principais Causas: Doenças neurológicas (Parkinson, AVC, Esclerose Múltipla), diabetes descontrolado, infecções crônicas ou simplesmente o envelhecimento dos receptores nervosos da bexiga.

3. Incontinência Mista

É a junção dos dois problemas: a paciente perde urina ao tossir (esforço) e também tem urgência incontrolável para ir ao banheiro. Requer um tratamento combinado.


Diferenciando os Sintomas

Característica Incontinência de Esforço Bexiga Hiperativa (Urgência)
Gatilho da perda Atividade física, tosse, espirro. Vontade súbita e incontrolável (“do nada”).
Volume de urina perdido Pequeno (algumas gotas ou um jato curto). Grande (muitas vezes esvazia a bexiga toda na roupa).
Idas noturnas ao banheiro (Nictúria) Geralmente não acorda para urinar. Acorda várias vezes à noite para urinar.
Frequência diurna Normal. Muito alta (vai ao banheiro mais de 8 vezes ao dia).

Nota do Especialista (Incontinência Masculina): Homens também sofrem com perda de urina, mas os motivos são diferentes. A incontinência de urgência no homem idoso geralmente é secundária a uma próstata aumentada (que irrita a bexiga). Já a incontinência de esforço no homem quase sempre é consequência de uma cirurgia radical para retirada de câncer de próstata, onde o esfíncter pode ter sido lesionado.


Estudo Urodinâmico: O Exame Fundamental

Para casos simples, apenas a história clínica resolve. Mas para quem vai passar por cirurgia ou não melhora com remédios, o Estudo Urodinâmico é o exame padrão-ouro. É como se fosse o “eletrocardiograma da bexiga”.

Enchemos a bexiga do paciente lentamente com soro através de uma sonda muito fina, conectada a um computador. Medimos exatamente qual a pressão que a bexiga suporta, se ela contrai fora de hora e qual a força do jato de urina. Ele nos dá o diagnóstico exato para não operar a paciente errada.

Os Degraus do Tratamento: Da Fisioterapia à Cirurgia

O tratamento segue uma escada de complexidade, dependendo do tipo de perda e do impacto na vida do paciente.

1. Tratamento Conservador (O Básico que Funciona)

  • Fisioterapia Pélvica (Exercícios de Kegel): É a primeira linha para Incontinência de Esforço. Uma fisioterapeuta especializada ensina a paciente a contrair os músculos certos (muitas pessoas contraem o abdômen ou os glúteos de forma errada) usando técnicas de Biofeedback e eletroestimulação. O fortalecimento cria um “suporte” para a uretra.
  • Perda de Peso: A obesidade é o maior fator de piora. Perder 10% do peso corporal já reduz drasticamente os episódios de perda urinária.
  • Reposição de Estrogênio Tópico: Para mulheres na menopausa, a aplicação de creme hormonal vaginal devolve a vitalidade aos tecidos da uretra, melhorando a vedação.

2. Tratamento Medicamentoso (Para Bexiga Hiperativa)

Cirurgia não cura Bexiga Hiperativa. O tratamento é feito com remédios que acalmam o músculo (Anticolinérgicos como Oxibutinina, Solifenacina ou agonistas beta-3 como a Mirabegrona). Eles impedem que a bexiga contraia fora de hora.

3. Toxina Botulínica (Botox na Bexiga)

Se os comprimidos para Bexiga Hiperativa não funcionarem ou derem muito efeito colateral (como boca seca), o urologista aplica injeções de Botox diretamente na parede da bexiga (através de uma câmera, sem cortes). O Botox paralisa parcialmente o músculo irritado, acabando com a urgência. O efeito dura de 6 a 9 meses.

4. A Cirurgia de Sling (Para Incontinência de Esforço)

Quando a fisioterapia falha e a perda ao tossir/espirrar continua, a cirurgia é a solução definitiva e transformadora.

A técnica mais moderna é a Cirurgia de Sling (TVT ou TOT). Através de um corte de apenas 1 centímetro na vagina, o urologista coloca uma pequena tela (fita de polipropileno) embaixo da uretra. Essa fita age como uma “rede”, dando sustentação para a uretra não abrir quando a mulher tosse ou faz força. A cirurgia dura cerca de 30 a 40 minutos e a paciente geralmente vai para casa no mesmo dia, já sem perder urina.


Perguntas Frequentes sobre Incontinência Urinária

1. Café e chás pioram a perda de urina?

Sim. Bebidas ricas em cafeína (café, chá verde, chá preto, refrigerantes de cola) e bebidas alcoólicas são substâncias irritantes para o músculo da bexiga. Elas pioram muito os sintomas da Bexiga Hiperativa (urgência). Reduzir o consumo ajuda no controle.

2. Prender a urina por muito tempo causa incontinência?

Não diretamente a incontinência, mas segurar a urina frequentemente estica as fibras musculares da bexiga além do normal. A longo prazo, isso pode fazer a bexiga perder a força de contração (bexiga hipoativa), causando dificuldade para esvaziar e favorecendo infecções urinárias de repetição.

3. Cirurgia de Sling perde o efeito com o tempo?

A fita do Sling é permanente e não “vence”. As taxas de sucesso a longo prazo (mais de 10 anos) ultrapassam os 85%. No entanto, se a paciente ganhar muito peso, tiver tosse crônica (tabagismo) ou sofrer com o envelhecimento severo dos tecidos, a sustentação pélvica geral pode ceder, exigindo novos tratamentos.

4. Homens podem colocar Sling?

Sim. Para homens que perdem urina após a cirurgia de câncer de próstata e não melhoram com fisioterapia, existe o Sling Masculino (uma tela colocada sob a uretra bulbar) ou, em casos mais graves, o Esfíncter Urinário Artificial, um dispositivo mecânico implantado que devolve 100% o controle da urina ao paciente.

5. Absorventes resolvem o problema?

Não. Fraldas e absorventes diários são ferramentas de higiene e contenção, não tratamentos. O uso crônico de absorventes úmidos altera a flora vaginal, causa assaduras terríveis (dermatite associada à incontinência) e aumenta o risco de fungos e infecções. O objetivo da urologia é tirar a mulher do absorvente.


Referências Bibliográficas

  • Sociedade Brasileira de Urologia (SBU). Diretrizes de Incontinência Urinária na Mulher.
  • Burkhard FC, et al. EAU Guidelines on Urinary Incontinence in Adults. European Association of Urology; 2021.
  • Kobashi KC, et al. Surgical Treatment of Female Stress Urinary Incontinence: AUA/SUFU Guideline. J Urol. 2017.
  • Abrams P, et al. Incontinence. 6th ed. International Consultation on Urological Diseases (ICUD); 2017.
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A Incontinência Urinária é a perda involuntária de urina, variando desde pequenos escapes ao tossir ou espirrar até a súbita e incontrolável vontade de urinar que não permite chegar ao banheiro a tempo. A avaliação urológica é estritamente indicada para classificar o tipo de perda (Esforço, Urgência ou Mista) e definir o tratamento, que pode envolver fisioterapia do assoalho pélvico, medicações para relaxar a bexiga ou procedimentos minimamente invasivos, como a cirurgia de Sling e a aplicação de toxina botulínica.

Existe um silêncio muito doloroso em torno deste problema. Na prática clínica da CNCB, sob a avaliação criteriosa do Dr. Marco Antonio Passos, ouvimos diariamente relatos de pacientes que abandonaram a academia, deixaram de brincar com os netos e evitam reuniões sociais pelo medo constante de vazar urina e do odor. Como alertamos em nosso guia geral de Urologia, o maior mito que precisamos destruir é o de que perder urina “é normal depois de certa idade” ou “é normal porque tive muitos filhos”. Isso não é verdade. A perda de urina é uma disfunção anatômica ou neurológica e, para quase 100% dos casos, existe melhora significativa ou cura.

Como a bexiga funciona? (A Anatomia do Controle)

A bexiga humana funciona como um balão de armazenamento. Ela é formada por um músculo chamado Detrusor. Para que você não faça xixi nas calças, existe uma torneira na saída desse balão, formada pelo esfíncter urinário e pelos músculos do Assoalho Pélvico (uma “rede” de músculos que sustenta os órgãos da bacia).

O funcionamento normal exige duas coisas: enquanto a bexiga enche, o músculo dela deve ficar relaxado e a torneira (esfíncter) fechada e forte. Na hora de urinar, o cérebro inverte o comando: a bexiga contrai e a torneira abre. A incontinência acontece quando há uma falha de comunicação ou de força nesse sistema.


Não é tudo igual: Os 3 Tipos de Incontinência

O tratamento de um tipo pode piorar o outro. Por isso, saber exatamente qual é o seu padrão de perda de urina é o primeiro passo para o diagnóstico correto.

1. Incontinência Urinária de Esforço (IUE)

É a falha mecânica da “torneira”. Acontece quando a pressão dentro do abdômen aumenta repentinamente e os músculos do assoalho pélvico estão fracos, não conseguindo segurar a urina.

  • Quando acontece: Ao tossir, espirrar, dar risada, pular corda, levantar peso no crossfit ou correr.
  • Principais Causas: Múltiplos partos normais que estiraram a musculatura, obesidade (muito peso sobre a bexiga), cirurgias pélvias prévias e a queda de estrogênio na menopausa, que atrofia os tecidos da uretra.

2. Incontinência de Urgência (Bexiga Hiperativa)

É a falha de comando do “balão”. O músculo da bexiga (Detrusor) fica hiperativo e contrai sozinho, mesmo quando a bexiga está quase vazia, expulsando a urina contra a vontade da pessoa.

  • Quando acontece: É a famosa “Síndrome da Chave na Fechadura”. A pessoa está bem, chega na porta de casa e a vontade vem de forma tão explosiva que a urina escorre pela perna antes de abrir a porta do banheiro.
  • Principais Causas: Doenças neurológicas (Parkinson, AVC, Esclerose Múltipla), diabetes descontrolado, infecções crônicas ou simplesmente o envelhecimento dos receptores nervosos da bexiga.

3. Incontinência Mista

É a junção dos dois problemas: a paciente perde urina ao tossir (esforço) e também tem urgência incontrolável para ir ao banheiro. Requer um tratamento combinado.


Diferenciando os Sintomas

Característica Incontinência de Esforço Bexiga Hiperativa (Urgência)
Gatilho da perda Atividade física, tosse, espirro. Vontade súbita e incontrolável (“do nada”).
Volume de urina perdido Pequeno (algumas gotas ou um jato curto). Grande (muitas vezes esvazia a bexiga toda na roupa).
Idas noturnas ao banheiro (Nictúria) Geralmente não acorda para urinar. Acorda várias vezes à noite para urinar.
Frequência diurna Normal. Muito alta (vai ao banheiro mais de 8 vezes ao dia).

Nota do Especialista (Incontinência Masculina): Homens também sofrem com perda de urina, mas os motivos são diferentes. A incontinência de urgência no homem idoso geralmente é secundária a uma próstata aumentada (que irrita a bexiga). Já a incontinência de esforço no homem quase sempre é consequência de uma cirurgia radical para retirada de câncer de próstata, onde o esfíncter pode ter sido lesionado.


Estudo Urodinâmico: O Exame Fundamental

Para casos simples, apenas a história clínica resolve. Mas para quem vai passar por cirurgia ou não melhora com remédios, o Estudo Urodinâmico é o exame padrão-ouro. É como se fosse o “eletrocardiograma da bexiga”.

Enchemos a bexiga do paciente lentamente com soro através de uma sonda muito fina, conectada a um computador. Medimos exatamente qual a pressão que a bexiga suporta, se ela contrai fora de hora e qual a força do jato de urina. Ele nos dá o diagnóstico exato para não operar a paciente errada.

Os Degraus do Tratamento: Da Fisioterapia à Cirurgia

O tratamento segue uma escada de complexidade, dependendo do tipo de perda e do impacto na vida do paciente.

1. Tratamento Conservador (O Básico que Funciona)

  • Fisioterapia Pélvica (Exercícios de Kegel): É a primeira linha para Incontinência de Esforço. Uma fisioterapeuta especializada ensina a paciente a contrair os músculos certos (muitas pessoas contraem o abdômen ou os glúteos de forma errada) usando técnicas de Biofeedback e eletroestimulação. O fortalecimento cria um “suporte” para a uretra.
  • Perda de Peso: A obesidade é o maior fator de piora. Perder 10% do peso corporal já reduz drasticamente os episódios de perda urinária.
  • Reposição de Estrogênio Tópico: Para mulheres na menopausa, a aplicação de creme hormonal vaginal devolve a vitalidade aos tecidos da uretra, melhorando a vedação.

2. Tratamento Medicamentoso (Para Bexiga Hiperativa)

Cirurgia não cura Bexiga Hiperativa. O tratamento é feito com remédios que acalmam o músculo (Anticolinérgicos como Oxibutinina, Solifenacina ou agonistas beta-3 como a Mirabegrona). Eles impedem que a bexiga contraia fora de hora.

3. Toxina Botulínica (Botox na Bexiga)

Se os comprimidos para Bexiga Hiperativa não funcionarem ou derem muito efeito colateral (como boca seca), o urologista aplica injeções de Botox diretamente na parede da bexiga (através de uma câmera, sem cortes). O Botox paralisa parcialmente o músculo irritado, acabando com a urgência. O efeito dura de 6 a 9 meses.

4. A Cirurgia de Sling (Para Incontinência de Esforço)

Quando a fisioterapia falha e a perda ao tossir/espirrar continua, a cirurgia é a solução definitiva e transformadora.

A técnica mais moderna é a Cirurgia de Sling (TVT ou TOT). Através de um corte de apenas 1 centímetro na vagina, o urologista coloca uma pequena tela (fita de polipropileno) embaixo da uretra. Essa fita age como uma “rede”, dando sustentação para a uretra não abrir quando a mulher tosse ou faz força. A cirurgia dura cerca de 30 a 40 minutos e a paciente geralmente vai para casa no mesmo dia, já sem perder urina.


Perguntas Frequentes sobre Incontinência Urinária

1. Café e chás pioram a perda de urina?

Sim. Bebidas ricas em cafeína (café, chá verde, chá preto, refrigerantes de cola) e bebidas alcoólicas são substâncias irritantes para o músculo da bexiga. Elas pioram muito os sintomas da Bexiga Hiperativa (urgência). Reduzir o consumo ajuda no controle.

2. Prender a urina por muito tempo causa incontinência?

Não diretamente a incontinência, mas segurar a urina frequentemente estica as fibras musculares da bexiga além do normal. A longo prazo, isso pode fazer a bexiga perder a força de contração (bexiga hipoativa), causando dificuldade para esvaziar e favorecendo infecções urinárias de repetição.

3. Cirurgia de Sling perde o efeito com o tempo?

A fita do Sling é permanente e não “vence”. As taxas de sucesso a longo prazo (mais de 10 anos) ultrapassam os 85%. No entanto, se a paciente ganhar muito peso, tiver tosse crônica (tabagismo) ou sofrer com o envelhecimento severo dos tecidos, a sustentação pélvica geral pode ceder, exigindo novos tratamentos.

4. Homens podem colocar Sling?

Sim. Para homens que perdem urina após a cirurgia de câncer de próstata e não melhoram com fisioterapia, existe o Sling Masculino (uma tela colocada sob a uretra bulbar) ou, em casos mais graves, o Esfíncter Urinário Artificial, um dispositivo mecânico implantado que devolve 100% o controle da urina ao paciente.

5. Absorventes resolvem o problema?

Não. Fraldas e absorventes diários são ferramentas de higiene e contenção, não tratamentos. O uso crônico de absorventes úmidos altera a flora vaginal, causa assaduras terríveis (dermatite associada à incontinência) e aumenta o risco de fungos e infecções. O objetivo da urologia é tirar a mulher do absorvente.


Referências Bibliográficas

  • Sociedade Brasileira de Urologia (SBU). Diretrizes de Incontinência Urinária na Mulher.
  • Burkhard FC, et al. EAU Guidelines on Urinary Incontinence in Adults. European Association of Urology; 2021.
  • Kobashi KC, et al. Surgical Treatment of Female Stress Urinary Incontinence: AUA/SUFU Guideline. J Urol. 2017.
  • Abrams P, et al. Incontinence. 6th ed. International Consultation on Urological Diseases (ICUD); 2017.
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